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Novo relatório: O bom, o ruim e o feio
A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (ICPD) e os acordos subsequentes, como a Declaração de Pequim, foram fundamentais para moldar o discurso global sobre saúde e direitos sexuais e reprodutivos (SRHR) desde 1994. Esses acordos enfatizaram os direitos humanos, especialmente a SDSR, como fundamentais para as metas de desenvolvimento sustentável e estabeleceram uma base para políticas nacionais e acordos regionais. Apesar do progresso, o acesso universal aos serviços de SDSR continua sendo um desafio, mesmo depois de 30 anos, com questões como aborto seguro, acesso à contracepção e reconhecimento da diversidade de gênero permanecendo politicamente divisivas. Embora os governos nacionais tenham reafirmado os compromissos da CIPD, os debates em fóruns multilaterais, como a Comissão de População e Desenvolvimento (CPD), enfrentam cada vez mais desafios devido às diferenças culturais e religiosas, o que pode fazer retroceder os ganhos na igualdade de gênero e nos direitos à saúde.
A CPD, uma comissão do Conselho Econômico e Social da ONU, desempenha um papel fundamental na consultoria sobre questões populacionais e de desenvolvimento, monitorando a implementação do PoA da CIPD e produzindo documentos de resultados acionáveis. Esses documentos, formulados por meio de negociações entre os Estados membros, contêm a linguagem acordada que orienta as prioridades globais e responsabiliza os governos. Proteger essa linguagem é fundamental, pois ela reflete os compromissos assumidos internacionalmente e facilita a defesa da SDSR em nível nacional. Uma análise feminista que abrange as sessões do CPD de 2004 a 2023 tem como objetivo identificar as tendências do idioma, avaliando o progresso, as lacunas e as áreas em que a ação política está estagnada. Por meio da análise de documentos, este estudo fornece percepções sobre a evolução do discurso de SRHR em estruturas multilaterais, informando estratégias de defesa para agendas mais inclusivas e progressivas.
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